sábado, 10 de setembro de 2011

Caril de Madras com frango e pêras

Na Índia existe uma diversidade de caril que não tem mais fim! Dependendo da região e ao tipo de prato a que se destina (vegetais, frango, borrego...), variam na intensidade de picante, corpo e textura.
Um dos caris mais populares em Portugal é o de Madras. Um caril delicadamente perfumado, que confere texturas aveludadas. Liga muito bem com peixes, mariscos e frango.
O prato que vos trago hoje é justamente um frango feito com caril de Madras ao qual juntei pêras!

- 1 Frango cortado em pedaços;
- 3 pêras cortadas aos quartos com a casca;
- 100gr de coco;
- 1 cebola grande finamente picada;
- 2 dentes de alho picados;
- 1 tomate grande, bem maduro partido em pedaços;
- 2 C/sopa de pó de caril de Madras;
- 2 iogutes naturais sem aroma;
- 1,5dl de leite gordo;
- 1dl de vinho branco;
- Sal louro, coentros e azeite.

Leve a cebola, louro e alho a refogar em azeite. Quando começar a  alourar junte os pedaços de frango. mexa e deixe o frango ganhar uma cor dourada antes de lhe juntar o pó de caril, para este libertar os seus aromas com o calor. Junte o tomate e deixe saltear mais um pouco, antes de regar com o vinho. Deixe evaporar o álcool e polvilhe o cozinhado com o côco e regue com o leite e 2dl de água. Tape o tacho e deixe cozinhar em lume lento por aproximadamente 40 min.
Passado esse tempo, retire os pedaços de frango e triture o molho para o coco envolver melhor o molho. Volte a juntar a carne de frango e agora introduza os pedaços de pêra. Acrescente os iogurtes e mexa para incorporar no molho. Tape o tacho e deixe cozer as pêra por aproximadamente 10min. Antes de servir rectifique o sal e polvilhe com coentros frescos finamente picados.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Barriga de porco assada no forno com aromas provençais e esparregado de couve galega.

Nos dias que correm em que as temperaturas oscilam entre o calor e o frio e a chuva que teima em aparecer, sabe bem saborear ao jantar uns pratos de forno quentinhos, com reminiscências ancestrais e memórias.
Hoje proponho uma carne de porco (a barriga de porco), envolta em temperos provençais. 
Quando se envoca a designação provençal na cozinha, significa que será um prato, onde predominam os aromas a alho, azeite e ou as afamadas ervas da Provença. No caso de hoje são os três elementos aromáticos que iram dar vida a este prato!
Ingredientes:
1 peça de barriga de porco inteira;
4 chalotas partidas aos gomos;
1 cebola cortada às rodelas;
2 tomates maduros (coração de boi), partidos em pedaços pequenos;
1 cabeça de alhos descascados e picados grosseiramente;
batatas descascadas partidas ao seu gosto;
2dl de vinho branco + 1dl de água;
azeite, sal e ervas da Provença.
Disponha no fundo de uma assadeira as chalotas, cebola, alhos e tomate e junte as batatas partidas misture tudo e disponha a carne com o couro virado para cima. polvilhe com sal e ervas da provença em dose generosa. Regue o preparado com o vinho misturado com a água e e finalize com azeite. Cobra a assadeira com papel de alumínio e leve a assar em forno bem quente (230º). Deixe assar assim durante aproximadamente 45 min.
Passado esse tempo, retire a folha de alumínio e vire a carne. Deixe assar normalmente e ganhar cor.
Regue  com o prório molho com regularidade para não secar.
Sirva fatiado e acompanhe com um delicioso esparregado de couve galega.

A couve galega é a couve que se utiliza na confecção do caldo verde!
Para este esparregado: leve a cozer em água fervente temperada com sal couve galega partida para caldo verde. Quando cozida escorra o máximo que conseguir a água da panela e regue com um fio de azeite e outro de vinagre de vinho branco. junte um dente de alho finamente picado. Leve ao lume a ferver e mexa com regularidade.
Junte um pouco de leite gordo, passe tudo com a varinha mágica se gosta de um esparregado fino e aveludado.
Junte então uma colher de farinha e mexa para que esparregado ganhe consistência, mas sempre com textura aveludada. Quando a farinha estiver cozida pode servir!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ofertas da Fabrica de Farinhas Lusitana

Numa acção promocional a Fábrica Lusitana presenteou os blogues que fazem parte da selecção dos"Os Melhores Blogues Portugueses de Culinária" com um vale de 15,00€ em compras na e-mercearia.

 
 
O "e-mercearia" é um site de compras dedicado aos produtos das marcas Espiga e Branca de Neve. 
Prometo divulgar aqui as iguarias confeccionadas com os produtos oferecidos!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Partilha de noticias.

Na semana passada recebi um email que começava da seguinte forma:

O seu Blogue foi um dos seleccionados para ingressar nos “Melhores Blogues Portugueses de Culinária”.

Qual era o meu espanto quando constatei que o Simplesmentecristina- Prato Principal, passava a fazer parte desta selecção da Fabrica de farinhas Lusitana, detentora das marcas Espiga e Branca de Neve

Agradeço a confiança !

sábado, 6 de agosto de 2011

Corvina Assada com Erva príncipe


Agosto, férias e calor……uma combinação que se coaduna com dias descontraídos onde os horários são negligenciados a favor de momentos de relaxamento!
O mesmo se passa na minha cozinha, em que os cozinhados elaborados e de texturas mais consistentes dão lugar a preparações mais simples e leves.
Corvina com Erva príncipe


Pegue em postas de Corvina fresca (eu optei por separar a carne da espinha dorsal e cortei em lombinhos).
Tempere o peixe com flor de sal e  erva princípe fresca e finamente picada. Como se trata de peixe fresco, não necessita de mais temperos.
Pré-aqueça o forno e coloque as postas de peixe dentro de quadrados de papel de alumínio e embrulhe por forma a ficar com espaço dentro, mas completamente selado de todos os lados. Coloque os embrulhos dentro de um tabuleiro e leve a assar. Dependendo do forno, 20 minutos é suficiente.
Se for como em que dispenso as triviais batatas cozinhas, acompanhe com uma salada e regado por um delicioso vinho branco do Douro!
DG - D Graça Branco 2009, gentilmente cedido pela Garrafeira/casa gourmet Copo D'uva de São João da Madeira. Um vinho leve, ligeiramente seco, a companhia perfeita para esta Corvina!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Tagliolini nero di sepia salteado com gambas e tomate seco em balsamo de azeite e salsa frisada

A temperatura finalmente começou a subir aqui no norte do País! E começa a apetecer uns jantares mais leves, de inspiração marítima e de vocação mediterrânica. E assim vos apresento este Tagliolini nero di sepia, que não é mais que uma massa do tipo tagliatelle, mas mais fina que contem tinta do choco, e que lhe confere um sabor único a mar!
Tagliolini nero di sepia a salteado com gambas e tomate seco em balsamo de azeite e salsa frisada



- Tagliolini nero di sepia cozido (de acordo com o tempo indicado na embalagem), em água temperada com sal, um fio de azeite e um dente de alho inteiro (é assim que eu cozo as massas).
- 400 de gambas cruas descascadas;
- Tomates secos hidratados em água ou então utilize dos que já vêm frasco ou embalagem hermética já hidratados e com tempero de ervas;
- 2 Chalotas picadas finamente;
- 3 dentes de alho laminados;
- Azeite virgem;
- Salsa frisada, fresca e picada finamente.
- Sal e pimenta.

Deite azeite numa frigideira de fundo espesso e acrescente as chalotas e os alhos. Deixe saltear por breves minutos antes de juntar as gambas. Deixe saltear por 5 minutos em lume forte para que as gambas cozam mas em simultâneo ganhem uma crosta crocante. Junte os tomates secos já hidratados, escorridos e partidos em pedaços. Deixe saltear maus uns breves minutinhos e tempere tudo com sal e pimenta miúda na hora.
Junte ao salteado a massa cozida e escorrida e polvilhe com a salsa picadinha. Leve novamente ao lume e agite vigorosamente a frigideira para que as gambas e o tomate se envolvam com a massa e para que a salsa aqueça apenas o suficiente para libertar todo o seu aroma!
Deliciem-se com este prato na companhia de um Vinho Branco.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cabrito no forno com sabores de carqueja e Tomatada Caseira

Embora o tempo finalmente nos tenha demonstrado que estamos no verão, nas semanas anteriores esteve tempo ameno em que ainda apetecia alguns pratos mais fortes.
Esta semana, mantendo a viagem pelo manancial gastronómico da Cova da Beira - Fundão. Trago o Cabrito no Forno com sabores de carqueja. 
Os meus amigos que participaram neste jantar não só aprovou como adoraram!

Cabrito no forno com sabores de carqueja

 
1 Cabrito caseiro com os respectivos miúdos
250 gr de toucinho
6 Dentes de alho
Azeite
Banha de porco
sal, Pimenta, cravinho
3 Cebolas

Polpa de tomate ou Tomatada (se a tiver)
Vinho branco

Chá de carqueja (ferva flor de carqueja seca em água e filtre)
Salsa
1 C/ café de manjerona
1 carcaça
2 Gemas de ovo

Preparação


Retire os miúdos ao cabrito e reserve.

De véspera, limpe muito bem o cabrito de todas as gorduras, corte-o em pedaços e deixe-o de molho durante 2 horas numa recipiente grande, mergulhado em água temperada com limão, um bom ramo de salsa grosseiramente picada, 2 cebolas cortadas com as cascas, 2 folhas de louro e dentes de alho esmagados com a casca.

Passado esse processo escorra a carne.
Prepare uma pasta com metade do toucinho picado, os dentes de alho, descascados e picados, azeite, a banha, colorau, sal e pimenta. Esfregue os pedaços de cabrito com esta pasta e coloque num tabuleiro, onde já colocou 3 cebolas grandes descascadas e cortadas aos gomos finos, dentes de alho picados, folhas de louro e  2 cravos da índia.

Espelha agora sobre o cabrito Tomatada em abundância*, na falta desta utilize polpa de tomate. Espalhe salsa picada grosseiramente e pimenta de caena. Regue tudo com o vinho e o chá de carqueja. Reserve coberto até ao dia seguinte. Na hora de preparar (pelo menos 2,5 hora antes), junte batas descascadas e cortadas em gomos e leve o Cabrito a assar em forno bem quente, coberto por papel de alumínio e só destape 30 min. antes de estar pronto para que ganhe uma crosta dourada. Não se esqueça que terá que mexer o cabrito várias vezes para cozer uniformemente.

Entretanto prepare o recheio típico que se serve como acompanhamento na região da Cova da Beira:
Leve a refogar em azeite, uma cebola descascada e picada, o restante toucinho, igualmente picado. Junte os miúdos muito picadinhos, 1dl vinho, a salsa picada, a manjerona, o miolo da carcaça esfarelado e as gemas. Tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar um pouco, mexendo sempre. Retire do lume, deixe arrefecer um pouco e recheie o cabrito. Há quem junte um pouco do sangue do cabrito a este recheio. Coza numa assadeira à parte junto com o cabrito.


Na região o cabrito é normalmente cozinhado inteiro pelo que se recheia a barriga do cabrito com o preparado e cose-se com agulha e linha. Deixa-se o cabrito assim durante algumas horas, ou de um dia para o outro.
Coloque o cabrito numa assadeira sobre uns pauzinhos de loureiro e leve a assar em forno bem quente até estar tenro e a pele bem tostada.
Sirva o cabrito com um bom esparregado de espinafres e arroz branco.

* A tomatada, é feita tradicionalmente na época de abundância de tomates frescos!

Pique tomates bem maduros, aos quais retirou as peles e as sementes e junte cebola picada, e pimento vermelho também picado. Encha frascos esterilizados, que tenha tampas de metal, com este preparado e cubra com um fio de azeite. Feche bem os frascos e coloque-os numa panela que se enche de água logo de seguida. Leve ao lume para levantar fervura e desligue para que os frascos arrefeçam lentamente. Tem assim a tomatada caseira, pronta e com os frascos selados para poder armazenar por vários meses.