terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ofertas da Fabrica de Farinhas Lusitana

Numa acção promocional a Fábrica Lusitana presenteou os blogues que fazem parte da selecção dos"Os Melhores Blogues Portugueses de Culinária" com um vale de 15,00€ em compras na e-mercearia.

 
 
O "e-mercearia" é um site de compras dedicado aos produtos das marcas Espiga e Branca de Neve. 
Prometo divulgar aqui as iguarias confeccionadas com os produtos oferecidos!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Partilha de noticias.

Na semana passada recebi um email que começava da seguinte forma:

O seu Blogue foi um dos seleccionados para ingressar nos “Melhores Blogues Portugueses de Culinária”.

Qual era o meu espanto quando constatei que o Simplesmentecristina- Prato Principal, passava a fazer parte desta selecção da Fabrica de farinhas Lusitana, detentora das marcas Espiga e Branca de Neve

Agradeço a confiança !

sábado, 6 de agosto de 2011

Corvina Assada com Erva príncipe


Agosto, férias e calor……uma combinação que se coaduna com dias descontraídos onde os horários são negligenciados a favor de momentos de relaxamento!
O mesmo se passa na minha cozinha, em que os cozinhados elaborados e de texturas mais consistentes dão lugar a preparações mais simples e leves.
Corvina com Erva príncipe


Pegue em postas de Corvina fresca (eu optei por separar a carne da espinha dorsal e cortei em lombinhos).
Tempere o peixe com flor de sal e  erva princípe fresca e finamente picada. Como se trata de peixe fresco, não necessita de mais temperos.
Pré-aqueça o forno e coloque as postas de peixe dentro de quadrados de papel de alumínio e embrulhe por forma a ficar com espaço dentro, mas completamente selado de todos os lados. Coloque os embrulhos dentro de um tabuleiro e leve a assar. Dependendo do forno, 20 minutos é suficiente.
Se for como em que dispenso as triviais batatas cozinhas, acompanhe com uma salada e regado por um delicioso vinho branco do Douro!
DG - D Graça Branco 2009, gentilmente cedido pela Garrafeira/casa gourmet Copo D'uva de São João da Madeira. Um vinho leve, ligeiramente seco, a companhia perfeita para esta Corvina!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Tagliolini nero di sepia salteado com gambas e tomate seco em balsamo de azeite e salsa frisada

A temperatura finalmente começou a subir aqui no norte do País! E começa a apetecer uns jantares mais leves, de inspiração marítima e de vocação mediterrânica. E assim vos apresento este Tagliolini nero di sepia, que não é mais que uma massa do tipo tagliatelle, mas mais fina que contem tinta do choco, e que lhe confere um sabor único a mar!
Tagliolini nero di sepia a salteado com gambas e tomate seco em balsamo de azeite e salsa frisada



- Tagliolini nero di sepia cozido (de acordo com o tempo indicado na embalagem), em água temperada com sal, um fio de azeite e um dente de alho inteiro (é assim que eu cozo as massas).
- 400 de gambas cruas descascadas;
- Tomates secos hidratados em água ou então utilize dos que já vêm frasco ou embalagem hermética já hidratados e com tempero de ervas;
- 2 Chalotas picadas finamente;
- 3 dentes de alho laminados;
- Azeite virgem;
- Salsa frisada, fresca e picada finamente.
- Sal e pimenta.

Deite azeite numa frigideira de fundo espesso e acrescente as chalotas e os alhos. Deixe saltear por breves minutos antes de juntar as gambas. Deixe saltear por 5 minutos em lume forte para que as gambas cozam mas em simultâneo ganhem uma crosta crocante. Junte os tomates secos já hidratados, escorridos e partidos em pedaços. Deixe saltear maus uns breves minutinhos e tempere tudo com sal e pimenta miúda na hora.
Junte ao salteado a massa cozida e escorrida e polvilhe com a salsa picadinha. Leve novamente ao lume e agite vigorosamente a frigideira para que as gambas e o tomate se envolvam com a massa e para que a salsa aqueça apenas o suficiente para libertar todo o seu aroma!
Deliciem-se com este prato na companhia de um Vinho Branco.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cabrito no forno com sabores de carqueja e Tomatada Caseira

Embora o tempo finalmente nos tenha demonstrado que estamos no verão, nas semanas anteriores esteve tempo ameno em que ainda apetecia alguns pratos mais fortes.
Esta semana, mantendo a viagem pelo manancial gastronómico da Cova da Beira - Fundão. Trago o Cabrito no Forno com sabores de carqueja. 
Os meus amigos que participaram neste jantar não só aprovou como adoraram!

Cabrito no forno com sabores de carqueja

 
1 Cabrito caseiro com os respectivos miúdos
250 gr de toucinho
6 Dentes de alho
Azeite
Banha de porco
sal, Pimenta, cravinho
3 Cebolas

Polpa de tomate ou Tomatada (se a tiver)
Vinho branco

Chá de carqueja (ferva flor de carqueja seca em água e filtre)
Salsa
1 C/ café de manjerona
1 carcaça
2 Gemas de ovo

Preparação


Retire os miúdos ao cabrito e reserve.

De véspera, limpe muito bem o cabrito de todas as gorduras, corte-o em pedaços e deixe-o de molho durante 2 horas numa recipiente grande, mergulhado em água temperada com limão, um bom ramo de salsa grosseiramente picada, 2 cebolas cortadas com as cascas, 2 folhas de louro e dentes de alho esmagados com a casca.

Passado esse processo escorra a carne.
Prepare uma pasta com metade do toucinho picado, os dentes de alho, descascados e picados, azeite, a banha, colorau, sal e pimenta. Esfregue os pedaços de cabrito com esta pasta e coloque num tabuleiro, onde já colocou 3 cebolas grandes descascadas e cortadas aos gomos finos, dentes de alho picados, folhas de louro e  2 cravos da índia.

Espelha agora sobre o cabrito Tomatada em abundância*, na falta desta utilize polpa de tomate. Espalhe salsa picada grosseiramente e pimenta de caena. Regue tudo com o vinho e o chá de carqueja. Reserve coberto até ao dia seguinte. Na hora de preparar (pelo menos 2,5 hora antes), junte batas descascadas e cortadas em gomos e leve o Cabrito a assar em forno bem quente, coberto por papel de alumínio e só destape 30 min. antes de estar pronto para que ganhe uma crosta dourada. Não se esqueça que terá que mexer o cabrito várias vezes para cozer uniformemente.

Entretanto prepare o recheio típico que se serve como acompanhamento na região da Cova da Beira:
Leve a refogar em azeite, uma cebola descascada e picada, o restante toucinho, igualmente picado. Junte os miúdos muito picadinhos, 1dl vinho, a salsa picada, a manjerona, o miolo da carcaça esfarelado e as gemas. Tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar um pouco, mexendo sempre. Retire do lume, deixe arrefecer um pouco e recheie o cabrito. Há quem junte um pouco do sangue do cabrito a este recheio. Coza numa assadeira à parte junto com o cabrito.


Na região o cabrito é normalmente cozinhado inteiro pelo que se recheia a barriga do cabrito com o preparado e cose-se com agulha e linha. Deixa-se o cabrito assim durante algumas horas, ou de um dia para o outro.
Coloque o cabrito numa assadeira sobre uns pauzinhos de loureiro e leve a assar em forno bem quente até estar tenro e a pele bem tostada.
Sirva o cabrito com um bom esparregado de espinafres e arroz branco.

* A tomatada, é feita tradicionalmente na época de abundância de tomates frescos!

Pique tomates bem maduros, aos quais retirou as peles e as sementes e junte cebola picada, e pimento vermelho também picado. Encha frascos esterilizados, que tenha tampas de metal, com este preparado e cubra com um fio de azeite. Feche bem os frascos e coloque-os numa panela que se enche de água logo de seguida. Leve ao lume para levantar fervura e desligue para que os frascos arrefeçam lentamente. Tem assim a tomatada caseira, pronta e com os frascos selados para poder armazenar por vários meses.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Arroz de Pato com sabores do Fundão!

Na região da Cova da Beira, dominada pela Cidade do Fundão é usual comer-se arroz de Pato, em almoços de festividades e outras ocasiões especiais. Recentemente quando estive lá de férias junto da minha Família, foi-me oferecido um pato caseiro. Dos que são criados no campo, sem qualquer alimento processado industrialmente. 
Agora, já em minha casa e com um tempo que mais se assemelha, a noites de Outono, com chuva e muito vento, apeteceu confeccionar o dito Pato segundo a tradição Fundanense, com pinhões e coberto por uma deliciosa camada de queijo de ovelha amanteigado que também veio na bagagem!

Arroz de Pato com Pinhões e Queijo da Serra amanteigado

  
 Comece por cozer atempadamente o pato em água temperada com sal, 1 cebola bem lavada com a casca, 1 cravinho, 2 dentes de alho também com a casca, 1 haste de tomilho fresco e 1 pé de salsa fresca, meio chouriço da beira baixa e um naco de toucinho defumado. Se for um felizardo como eu aproveite os miúdos de pato e coza-os junto com a ave.
Deixe arrefecer, antes de retirar a pele e ossos, e desfiar a carne do pato, pique os miúdos, o toucinho e o chouriço e junte à carne.
Num tacho grande faça um refogado, com louro, cebola, alho e cenoura, tudo picadinho e regado com um fio de azeite (antigamente por aquelas bandas juntava-se uma parte de banha de porco para fazer este refogado). Quando o refogado começar a ficar caramelizado, mas nunca queimado! O que só se consegue fazendo o preparado em lume moderado e mexendo com frequência e sempre sem juntar sal.
Nesta fase junte um tomate grande picado. Eu também utilizei tomate caseiro, "coração de boi" produzidos pelos meus Pais. Deixe  fritar o tomate em lume forte por alguns segundos antes de juntar um copo de vinho branco (2dl +-). Acrescente a carne do pato e as restantes carnes picadas e deixe cozer o tomate e harmonizar os sabores. Junte o caldo de cozer o pato, sendo a sua quantidade o dobro do volume do arroz que vai cozer! 
Tempere tudo com Pimenta preta moída no momento, umas folhinhas de segurelha seca e orégãos secos. Rectifique o sal (não se esqueça que o caldo de cozer a ave já tem sal).
Quando tudo estiver a ferver junte então a medida de arroz carolino e um bom punhado de pinhões. Deixe levantar fervura e deite para o tacho aleatoriamente lascas de queijo de ovelha amanteigado (queijo da serra). Desligue o lume e leve o tacho ao forno para que o arroz acabe de cozer e seque.
A função do queijo é fundir os sabores!

Hummmm são estes os sabores que viajam pelas minhas memórias gastronómicas, relativas à minha terra.

domingo, 10 de julho de 2011

Lombos de Cherne com amêndoas e camarão

A receita de hoje já está na gaveta a algumas semanas. Devido ao arranque da Associação 3M e a labuta intensa por aqueles lados, não foi possível postar esta receita.

Fui buscar inspiração num prato de peixe que comemos no ano passado em Lagos, a quando de uma breve passagem pela Praia de Salema, para relaxar uns dias.



Lombos de Cherne com amêndoas e camarão.





1 Lombo de cherne por pessoa;

1dl de vinho branco;

Alho picado;

Raiz de gengibre fresca e ralada;

Camarões descascados;

Amêndoas fatiadas;

Azeite virgem;

Natas de soja

Coentros frescos picados;

Pimenta preta moída no momento;

Sal;

Leve os lombos de cherne a marinar com a raiz de gengibre ralada, alho, pimenta, sal e regue com o vinho.

Numa frigideira anti aderente deite um fio de azeite (apenas mesmo um fio). Quando quente junte as amêndoas e deixe tostar um pouco. Reserve.

Na mesma frigideira, deite mais um fio de azeite e junte os lombos de peixe escorridos da marinada e passados por farinha. Deixe cofitar por uns minutos. Regue com o líquido da marinada, e de seguida junte os camarões crus descascados. Deixe estes cozer e apurar os paladares junte as amêndoas e agite a frigideira.

Acrescente a nata de soja e rectifique os temperos. No momento de servir (bem quente) polvilhe com coentros frescos acabados de picar.

Acompanhe com um arroz Basmati solto.

Bom apetite!